Carta Celeste

A minha liberdade NÃO termina onde começa a do outro. Compartilhamos todos UMA SÓ LIBERDADE. -

Artigo de Cor:  Amarelo e Vermelho Amarelo e Vermelho
Tópico: Poesiando - Subtópico: Vida a mais

poema A.S.A.

Publicado em 08/11/2009 17:00 e Atualizado em: 08/11/2009 17:00

(casa… esquecida)

Quando vejo vocês
Vocês: uma duas três
dói ver aquela que é vocês de verdade
aquela assim como eu conheci
naquele outro mundo esquecido,
em casa...
que eu não esqueci não e vi e tanto vivi com vocês

dói ver A uma, tão nobre doçura
Pura tão alva candura... a liberdade na maior altura!
outra, aquela ali levíssima e guerreira bravíssima SSSS
espada luminosa, raio do sol do amor...
e você terceira-A sorrindo numa ternura toda estrelada
que linda a vereda desta lua... e paz
olhos que procurava na rua...

dói ver como nessa Terra assim é triste
e o ar de veneno a água suja da enchente serpente pra sempre
rio da lama
encardindo tudo engastando a jóia
e aquela doçura pura virou a travessura de brincar de entristecer e prender
a levitante energia, agora soterrada em um milhão de toneladas de limitações ilusões
e a azulada estrada do luar...
como dói ver ela assim petrificada sal amargo
e este ódio que não quer mais parar de me matar...

eita face desta Terra, sempre em guerra
você podia ser tão linda... e voar tão longe nesta ASA... nesta cASA até podia...
mas não:
aqui é onde amigos se foram sentidos por um aniversário que acharam esquecidos
ou por dinheiro, seu verdadeiro companheiro, quiseram tomar até o que não tínhamos
ou enganaram tanto a gente, com aquele belinho sorrizinho assim tão falsinho, mansinho e cheinho daquela inteligencinha mais encantadoramente inútil

É...
e é assim que se sofre por aqui...
e por tanta outra coisa mais, mas o pior é ver que vocês estão aí com aquela luz inteirinha ainda
e todo o carinho que podia tão fácil existir,
tão fácil que podia, mas que nada... se perde
sempre...
sempre na negra mais negra noite
e vai embora... e não vem,
vem não

setas envenenadas... lançadas neste ar frio e torpe
que surtando deram-lhe chamar-te realidade
uma assim que criaram um dia faz tempo e alimentaram tanto
desinteresses e julgamentos rápidos como estas flechas envenenadas
cruzando o ar na rapidez assim da fração de um olhar apenas
e esta segurança tão grande no próprio ódio: puxa! faz gosto ver...

ASAS presas em seus próprios castelos de horror... em torres de rancor...
sofrendo
sofrendo
sofrendo...
e matando de fazer sofrer
tão esquecidas vocês lá de casa, né?
não lembram mais nada de lá, né?
pois é...
não lembram da casa que viemos e sorrindo dissemos que nos encontraríamos aqui

É... talvez digam
foram duros demais né? com vocês...
eu sei... entendo...
mas dói mesmo é ver...
que bem mais duras ainda foram ficando vocês... mais ainda!

duro de ver
e só de longe...
somente torcer
mais nada.
nem me defender quero mais... sério.

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