Carta Celeste

A moral pertence à Alma e, sem ela, o Espírito ou a Verdadeira Consciência jamais se manifestará no homem. - Henrique José de Souza

Artigo de Cor:  Azul Azul
Tópico: Sala de Estar - Subtópico: Conversando com você

Ilusão "dentro" x "fora"

Publicado em 18/10/2009 10:43 e Atualizado em: 18/10/2009 10:43

Por diversas vezes que subi a Serra da Mantiqueira, em direção às “Posses”, suavemente alguns ensinamentos foram trazidos à minha mente, através da brisa do ar, doces vozes ecoando livremente em minha cabeça, ressoando através de pensamentos espontâneos.

Foi assim dito que uma das grandes ilusões que existem em nossa maneira de pensar humana é a noção de “dentro” e “fora”, o antagonismo entre o “subjetivo – interno” e o “objetivo – externo”.

Um mundo interior existe apenas dentro das cogitações de nosso intelecto, que é parcela de nossa mente.

A maneira como a mente humana funciona, e que nos permite ser pessoa que olha para si mesma e se reconhece destacada do fundo objetivo do mundo, vai gerando em nós a ilusão de sermos alguém e de termos, nesse alguém, um mundo interior.

Mas, de fato, andamos, respiramos, manipulamos, vemos e vivemos dentro de um ser, que podemos compreender de forma imediata, como a Terra, ou de maneira mediata, como o Cosmos. Quando caminhamos por nossas cogitações “internas” estamos caminhando por algo tão externo quanto aquele caminho que eu fazia, indo aos altos da Serra da Mantiqueira.

E quando assim caminhava, andava eu em um mundo tão interior quanto o de minhas cogitações.

Não há, enfim, propriamente um mundo interior e outro exterior, mas apenas um modus operandi de nossa mente humana que nos faz parecer existir mundos diversos.

Isto se mostrou importante quando se coloca uma situação de opção por uma atitude externa em contraposição com outra interna. Na verdade, não há opção, mas uma ilusão de opção. Não há opção por uma atitude interior meditativa e em contemplação, ou mesmo elaborativa e outra exterior ativista e engajada. Ambas são uma só, simples momentos da mesma árvore: raízes, troncos, galhos, folhas, flores, frutos, sementes, etc.

Não há assim uma cogitação interna que se exterioriza em obras, pois interior e exterior são um só.

Se estamos pensando, seja através de nossas emoções, intelecto ou intuição, Deus está pensando. A Terra está pensando. O Cosmos está pensando.

Se estamos agindo, seja através de uma luta política engajada, seja através de práticas individuais, ou posturas pessoais, assim também, é Deus que está pensando. A Terra está pensando. O Cosmos está pensando.

Nós inteiros, das mais sutis intuições à mais concreta ação, somos pensamentos de Deus, assim como tudo o é.

Digo Deus porque este “todo” é um ser, tal qual somos nós. Na verdade muito além do que somos. Nós emprestamos desse ser verdadeiro e único o nosso pequeno ser pessoal. E quando digo “pessoa” me refiro exatamente ao ponto de vista – ilusório – que nos faz nos reconhecer como algo subjetivo destacado de um em torno objetivo. Que nos faz pensar sermos alguém que manipula algo. Nós, sujeitos absolutos em contraposição ao mundo, objeto absoluto.

Um redemoinho dentro de Deus, assim somos nós de fato. Deus nos percorre constantemente, mas pelo movimento circular que ele faz em torno de um eixo, nós nos visualizamos como um ser.

O redemoinho não poderá de fato optar em viver um mundo interior ou exterior, já se vê, ambos são o mesmo.

Mas o que faz a pessoa em seu “nível interno” ou quando busca o estado de Dharana – perfeita concentração em um ponto interno, com total abstração do mundo exterior – ou mesmo se pratica a vigilância dos sentidos, Ioga Integral, etc? Apenas está aí a pessoa a buscar uma afinação, uma harmonização de si mesma. Está integrando o eixo de seu redemoinho, tornando-o mais harmônico e sim, “sincrônico”, com o movimento global da Terra, do Cosmos e de Deus.

E isto fará parte integrante de todo o seu existir, inclusive no campo que parece ser exterior, que poderá ocorrer na mais renhida atitude ativista, ou na mais compassiva atitude sacerdotal, que, ambas, serão apenas pensamentos na mente de Deus interagindo com outros pensamentos, integrando uma conclusão futura.

Coisas que os anjos das Posses foram lembrando, uma vez que não são novidade nenhuma, pois já foram muitas vezes ensinadas, mas que se completam agora pelo ensinamento do Anjo da Palavra, JHS, que aconselhou fazer da felicidade a nossa medida.

A felicidade é a régua. Através dela podemos medir o quanto nos aproximamos ou nos distanciamos da Vontade de Deus. Henrique, quando avatarizava JHS sofria terrivelmente, no entanto era feliz. E isso ele sentia. Sentia-se feliz em saber que servia ao Deus Único.

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