Carta Celeste

A humanidade é infeliz por ter feito do trabalho um sacrifício e do amor um pecado. - Henrique José de Souza

Artigo de Cor:  Amarelo, Azul e Vermelho Amarelo, Azul e Vermelho
Tópico: Sala de Estar - Subtópico: Conversando com você

Lições das Posses

Publicado em 28/11/2010 20:39 e Atualizado em: 28/11/2010 20:48

Não quer dizer que sejam lições inéditas, até porque para nós hoje pouco importa o real ineditismo, mas sim que há novas significâncias ao velho jargão de “andar para frente, sem olhar para trás”.

 

“O caminho que passou deixa de existir no exato instante que seus pés se levantam para o próximo passo.”

 

Isso significa que o futuro existe, o presente existe, mas o passado não existe. Quer dizer caminhar para frente sem fazer do futuro uma constante consequência do passado.

 

Normalmente andamos de costas para o futuro (para o “Devir”, para o que “há de vir”), olhando só o passado, e mirando o futuro “pelo retrovisor” e de vez em quando apenas. Nisto é que somos escravos de um passado cada vez maior. Somos então cada vez mais escravos, mais condicionados, mais limitados até a morte que vem primeiro através da cristalização de hábitos, matando sonhos; depois na alma, que já não sonhando, torna-se mera repetição e manutenção de uma “zona de conforto”; para então vir a morte física, única medida possível à Lei para manter em movimento a roda da vida.

 

Olhar para o futuro nesta significância das Posses é viver este constante devir como centro, foco do olhar. Significa principalmente esquecer-se dos contextos gerados pelo passado, no campo das expectativas, no campo das relações e dos vários planos traçados.


Traz a liberdade e ousadia que só podem ser vividas por quem tem uma alma já amadurecida pela empatia, pela compaixão, pelo olhar pelos olhos do outro, pela compreensão. Caso contrário, vira uma inconsequência irresponsável com os outros que só traz sofrimento e perdas. Vira cegueira. Porque olhar para o futuro não é uma mera negação do passado, não é a mera omissão ou esquecimento, ou seja, não é uma atitude negativa, um “não” a algo, ao contrário, é uma atitude afirmativa, um “sim”.


Olhar para o campo do novo e do desconhecido, com fé na vida que gera este campo, compaixão e empatia por todos os nossos presentes, e, agradecidos por todos os nossos presentes, movimentar-se, agir, acontecer-se, com generosa entrega ao viver.


Não sei se esta atitude é um universal, aplicável sempre e para sempre, o que, ao menos semanticamente, negaria a ela mesma (se for um universal, representaria a vitória sobre o arcano XVIII), ou se apenas trata-se de uma ética própria dos momentos de graves transições pessoais e sociais, como hoje, ou mesmo se existe esta dicotomia, porque parece que nada é tão universal e aplicável em qualquer situação. Mas o que sei, cada vez com maior clareza, é que este agir pertence às coisas e à lógica do Amor, Sexto Senhor, Akbel.

 

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Comentários

Nome: Peres

Comentado em: 30/11/2010 9:53

Grande Irmão, grande post para compartilhar com o mundo! Quisera todos os seres descobrissem este seu olhar, uma vez que o olhar do passado, pesaroso ou não, não existe é pura ilusão, o que deveria ser criado já o foi, ou não... A questão é que este olhar, esta visão, que você fala é tão universal quanto a habilidade do tato, é questão de "sabor", pelo menos assim o "sinto"... P.S. Penso ainda que se construindo uma ponte e não observar de uma perspectiva diferente, muitas vezes nos deparamos com uma barreira no final... a ponte deu lugar a uma barreira...

Reposta

Ótimo isso da barreira, meu irmão! Verdade. De fato, porque sem reinventar as perspectivas futuras constantemente, no fundo, voltamos a viver o passado e invertemos novamente a 'ordem das coisas', construindo ilusões que sem dúvida, sempre, formam a barreira que limita a realidade de viver. A ponte tem que ser reinventada a cada segundo, se não vira barreira mesmo... mais uma, e talvez uma das piores! Abração!

 

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