Carta Celeste

Gramática é a ciência da Linguagem. Linguagem é a expressão da Idéia. Idéia é a manifestação da inteligência. Inteligência é o espírito de Deus no homem. - Henrique José de Souza

Artigo de Cor:  Azul Azul
Tópico: Lado B - Subtópico: Desenvolvendo Eubiose

NOVAS IDÉIAS... NOVOS CRITÉRIOS FILOSÓFICOS

Publicado em 20/12/2010 11:36 e Atualizado em: 20/12/2010 12:03

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Dentro do assunto tratado no texto “NOVAS IDEIAS... NOVOS CRITÉRIOS FILOSÓFICOS” vem bem a calhar algo que nos ensina a mecânica quântica:

 

"E os objetos quânticos podem se comportar tanto como partículas quanto como ondas, o que as permite estar em vários lugares ao mesmo tempo. Um elétron, por exemplo, pode estar em qualquer lugar dentre as possibilidades descritas por sua função de onda. Quando um cientista testa sua posição, sua função de onda imediatamente colapsa, fazendo com que o elétron se manifeste tão somente naquele exato local onde a medição está sendo feita.

 

Os cientistas já conseguiram até inverter essas medições, criando uma espécie de reencarnação quântica ao cancelar os efeitos de suas medições." (do site Inovação Tecnológica)

 

Assim, um elétron, por exemplo, girando ao redor do núcleo de seu átomo, não está, de fato, em um lugar específico desta trajetória, mas sim em toda ela, como um rio que está ao mesmo tempo em todos os lugares de seu leito. O elétron aí é uma onda. Mas quando “olhamos” para ele, em qualquer posição de seu orbital, ele estará ali. Se “olharmos” novamente, em outra posição, ele novamente estará ali. O simples “olhar” – na verdade testes que os cientistas fazem para saber “onde” ele está – faz esse elétron “onda” colapsar em um elétron “partícula”, no exato local onde se fez o teste.

 

O artigo em menção dá conta que cientistas conseguiram repetir esse comportamento, agora, com um objeto visível a olho nu, mesmo que ainda minúsculo. Disto vem a questão de até que “tamanho” teremos este mesmo comportamento, antes somente imaginado para o mundo sub-atômico?

 

Quando a ciência se faz esta questão, ela está focada ainda na matéria das dimensões chamadas “físicas”. Mas vamos pensar na matéria astral, mental e nas questões do plano chamado de “espiritual”.

 

Estou falando da resposta àquela pergunta do outro texto: “Quem é você?”

 

Como ponto de partida, somos uma função de onda, várias coisas ao mesmo tempo, contraditórias entre si, mas igualmente verdadeiras. Sem dúvida todas ao mesmo tempo, não uma depois a outra. Somos animal, homens e deuses; matéria natural, auto-consciência e absoluto; natureza, lei e espírito; tudo ao mesmo tempo. Somos pessoas tranquilas e pacíficas que convivem com o irascível e explosivo; o mesquinho e petulante, e o magnânimo e humilde; o heroico e o egoísta; o romântico e o frio calculista, tudo isto convive ao mesmo tempo, na mesma ordem de grandeza, sem exclusão um do outro em cada um de nós. A não ser um doente, todos nós temos todos estas “competências” em nossa alma.

 

Assim também no campo do divino, somos todos ao mesmo tempo todos os absolutos contraditórios. Todos os deuses SÃO em nós, ao mesmo tempo. E com eles, todas as funções, todas as vocações, todas as missões, todas as histórias, todos os destinos.

 

Enfim, somos, cada um de nós todo o universo do possível.

 

E este universo não é fixo, ao contrário, cresce em ondas que vêm da Vida em Si. Quando surge da Vida um novo impulso, novas possibilidades surgem nessa onda quântica, e elas são, ao mesmo tempo, de todos. Passam a fazer parte do universo possível. Reformam o “orbital”, onde todos nós somos.

 

Mas a questão agora é compreender como acontece essa transição da realidade-onda, onde tudo é ao mesmo tempo, para a realidade-partícula, onde cada coisa é em si mesma, destacada das demais. O que faz o universal tornar-se particular.

 

 

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Partícula > onda > onda > partícula >>> efeitos borboleta em pontos de bifurcação.

 

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"Reencarnação quântica

O pesquisador Nadav Katz e seus colegas, em um artigo que acaba se ser publicado no repositório arXiv, explicam como foram capazes até mesmo de "enfraquecer" a medição de uma partícula quântica, forçando apenas um colapso parcial - algo como um "estado de coma" de uma partícula quântica.

 

A seguir, relatam os pesquisadores, "[nós] desfizemos o dano que tínhamos feito, "alterando certas propriedades da partícula e refazendo a medição. A partícula retornou ao seu estado quântico como se nada tivesse acontecido antes, ou seja, como se a primeira medição não tivesse sido feita." (site Inovação Tecnológica)

 

Quem mede, conta e pesa não julga apenas o que é, mas CRIA o que é.

 

Ter a correta medida (Metraton) é criar o correto mundo. Medidas defeituosas geram mundos defeituosos. No caso espiritual, medida significa valor.

 

Quando a contingência se manifesta são “efeitos borboleta” que irão reconstruir a coerência futura.

 

Assim, mais que termos certas atitudes (atos) precisamos não descuidar dos valores, eles são mais importantes que as atitudes. Quais valores moveram as atitudes? Esta é a pergunta certa.

 

As ideologias comandam, criam o mundo, através da construção, manutenção, difusão de valores. Se deixo os valores dos outros serem os meus, eu entrego na mão dos outros o poder de criar o meu mundo. Isso sempre acontece até certo ponto. Como sempre a questão aí é de grau e não de sim/não, é analógica e não digital.

 

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Criar um mundo digital sim/não vai na contramão de um mundo absolutamente analógico, ou seja, infinitamente complexo e relativo.

 

Nisso vai o sermos idênticos a Deus: tão complexos e diversos quanto a natureza, e disto resultar a simplicidade complexa onda-partícula.

 

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Você precisa conhecer-se profundamente para saber de onde vem seu peso, sua medida e sua contagem, ou seja, saber de que catalizador universal nasce seu sistema de ser. Só assim você saberá o que significa “ser você mesmo”. Isto quer dizer tomar contato com o Eu Verdadeiro, que existe além do Eu ponto-percorrendo-o-tempo, além do eu produto da mera continuidade do corpo no tempo. O Eu Verdadeiro que é inteiro independente do lugar no tempo em que está o Eu Menor.

 

O Eu Menor normalmente está de costas a este Eu Verdadeiro. Ele não costuma suportar a luminosidade e a numinosidade desse Eu Verdadeiro. Para que o Eu Menor não seja presa do valor dos outros, e possa então ser livre para fazer-se autêntico, ele deverá suportar ver o Eu Verdadeiro de frente. E nisso será absorvido pelo Eu Verdadeiro, mas não pode perder totalmente a si mesmo, como Eu Menor, ou pessoal.

 

Acontece algo como o que afirma Nietzsche:

 

““O que aconteceu comigo, diz ele, deve acontecer a todo aquele em quem uma missão quer tomar seu corpo e “vir ao mundo”. O poder e a necessidade secreta dessa missão agirão entre e em cada um de seus destinos tal como uma gravidez ignorada – durante muito tempo antes que ele próprio se tenha dado conta dessa missão e saiba seu nome. Nossa vocação toma conta de nós, mesmo quando não a conhecemos; é o futuro que dita a regra a nosso hoje.” (Introdução "Humano, demasiado humano")

 

Porque esse Eu Verdadeiro é o mesmo desde nossa infância até a velhice, como se fôssemos um sonho dele. E nos sonhos o tempo de uma vida inteira pode se apresentar em apenas alguns minutos.

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