Carta Celeste

Nossa missão é justamente fazer LUZ sobre tudo o que o povo desconhece. - Henrique José de Souza

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Tópico: Eubiose - Voz do Universo ecoando - Subtópico: Autogerados: Vontade de Deus que se realiza por si mesma

Você é feito de SIMBIOSE: a vitória da cooperação sobre a competição.

Publicado em 30/12/2009 17:08 e Atualizado em: 30/12/2009 17:08

QUARTO MOMENTO DA AUTO-ORGANIZAÇÃO DA VIDA.

Já vimos que as bactérias foram as artesãs de todo o nosso meio ambiente, incluindo nossa querida atmosfera. Mas como aquelas mesmas bactérias deram nascimento a todas as formas superiores de vida? Como a vida foi capaz de dar este quarto e decisivo salto e formar todas as plantas e animais que habitam a Terra, e a nós mesmos, os seres humanos?

Bem. Uma coisa que hoje tem ficado cada vez mais evidente, como já foi dito em outros textos, é que os mecanismos da teoria de Darwin – mutações aleatórias e seleção natural – são absolutamente insuficientes para se explicar a formação da vida em suas formas superiores.

Quando se sai do reino das bactérias, que tem como característica fundamental a extraordinária rapidez reprodutiva, cada vez mais se evidencia como um completo absurdo a idéia de que simples mutações aleatórias de genes, associada a uma seleção natural dos resultados mais adaptados ao meio ambiente, foi capaz de produzir toda a diversidade de formas de vida que temos no planeta.

Em primeiro lugar, como já foi dito aqui, mutações aleatórias acontecem, mas na absoluta maioria das vezes produzem conseqüências desastrosas.

Depender da raridade de subseqüentes mutações genéticas positivas para se manter adaptado ao meio ambiente é mais improvável do que basear a sobrevivência de todas as pessoas em passar a vida ganhando na loteria.

Se a vida somente tivesse essa ferramenta, assim tão limitada, para fazer frente aos incontáveis desafios que sempre a afligiram, com certeza nós não estaríamos aqui para contar essa história.

Por outro lado, você já percebeu que não se pode ver a evolução como uma adaptação de organismos vivos ao seu meio ambiente, pois o próprio meio ambiente está sempre sendo alterado e até construído pelos organismos que nele vivem. Ou seja, fica a pergunta: quem se adapta a quem?

Mas há um terceiro ponto que praticamente soterrou a tradicional visão de Darwin.

Dentro dos mecanismos de sua teoria não se pode esperar rápidas transformações da vida, somente um lento e gradual processo de evolução.

Só que os registros fósseis mostram que tudo aconteceu exatamente ao contrário disto. Passamos por longos períodos de estabilidade, sem grandes variações genéticas, pontuados por transições rápidas e drásticas, no que é chamado hoje pelos cientistas de “equilíbrio pontuado”.

Transições súbitas: exatamente o oposto do que se poderia esperar pela visão darwiniana. Mudanças que mais se assemelham “ao fulgurar de relâmpagos de evolução.” (Fritjof Capra, As Conexões Ocultas, p. 47.)

Mas se a tradicional visão da evolução das espécies de Darwin hoje se encontra ferida de morte, em seus próprios fundamentos, como se explica atualmente a formação de todos os organismos superiores?

A resposta foi encontrada em meados dos anos 60, pela microbiologista Lynn Margulis: a simbiose.

Esta tendência de organismos diferentes viverem em íntima associação (alguns até dentro de outros) já é bastante conhecida há muito tempo. A revolução foi ver este processo como um dos mais importantes pontos de apoio da evolução da vida na Terra.

E foi exatamente isto que Margulis fez. Ela criou e desenvolveu uma teoria completa, onde se associam mutação genéticas e troca de genes (nas bactérias) com a simbiose (nos organismos superiores às bactérias), para se explicar de maneira muito mais convincente a formação de toda a teia planetária de vida, tal qual a conhecemos.

Esta teoria foi chamada de simbiogênese, e você poderá encontrá-la de maneira mais completa nos livros do Capra que eu já mencionei, ou também contada diretamente por ela, Lynn Margulis e por Dorion Sagan, em vários de seus livros, como “Microcosmos”, por exemplo.

O mecanismo em si é simples:

Em um certo momento da evolução das bactérias, algumas delas passaram a invadir bactérias maiores, se reproduzindo em seu interior. Com certeza, na maioria das vezes, tais bactérias matavam suas hospedeiras, como acontece até hoje nas chamadas “infecções”, em organismos superiores.

Entretanto, em alguns casos, estas bactérias invasoras não matavam completamente seus hospedeiros, mas começaram a cooperar com eles.

Logo este “rearranjo” da vida se mostrou extremamente eficiente, e então, ao longo de milhões de anos, estas relações de cooperação foram se firmando cada vez mais, até as “filhas” destas bactérias invasoras passarem a se adaptar para viver unicamente dentro de suas antigas hospedeiras, ao mesmo tempo que tais “hospedeiras” iam se tornando cada vez mais dependentes das “invasoras”.

Por este processo, Margulis demonstrou que bactérias que respiram oxigênio, por exemplo, “entraram” em outras, hospedeiras, formando, com o tempo, as usinas de força de todas as células animais, ou seja, formaram as hoje conhecidas “mitocôndrias”.

É importante lembrar que as mitocôndrias – de fato – têm material genético próprio e se reproduzem em momento distinto da reprodução da célula-mãe, ou seja, uma prova de que elas foram, no passado, organismos totalmente independentes das células de hoje.

O mesmo ocorreu com as bactérias azuis-verdes – inventoras da fotossíntese de oxigênio – que formaram, nas células vegetais de hoje, os chamados “cloroplastos”.

Para completar este quadro de simbioses, outro episódio fundamental foi a simbiose das chamadas bactérias “saca-rolhas”, semelhantes a fios de cabelo e capazes de movimentar-se rapidamente. Elas entraram em simbiose com bactérias comuns, dando origem às células flageladas, que podem se movimentar para onde quiserem, evitando perigos e procurando alimentos.

Dentro deste ambiente de invasões e simbioses, a célula-mãe, ao longo do tempo, desenvolveu uma membrana para proteger o seu próprio material genético, a fim de que ele não se confundisse com o dos “invasores” ou até mesmo para o proteger deles.

Nascia assim a célula nucleada – chamada de eucariótica – e que seria o componente fundamental de todas as plantas e animais.

Estas células são muito maiores e mais complexas do que simples bactérias. Seu DNA não fica mais solto no fluido celular, como ocorre nas bactérias, mas, ao contrário, fica enrolado em cromossomos. Além disto, a própria quantidade de DNA é várias centenas de vezes superior ao encontrado em bactérias.

A simbiose deu um rumo totalmente novo à evolução.

Formou, em primeiro lugar, as células nucleadas, que depois, pelo mesmo processo, unindo-se simbioticamente em comunidades cada vez maiores de células, fariam surgir todas as plantas, fungos e animais que conhecemos hoje em dia. Nada mais do que redes auto-organizadas de células nucleadas, interligadas em laços de realimentação e coordenadas por padrões estáveis de manutenção recíproca.

A sinergia da simbiose, onde “organismos separados misturavam-se, criando novas totalidades que eram maiores do que a soma de suas partes”, nos dá uma lição importantíssima para quando formos compreender os mistérios da EUBIOSE: A vida é muito mais um triunfo da cooperação e da criatividade do que uma simples luta competitiva pela sobrevivência. A nossa própria existência é um testemunho vivo deste fato.

Bem o contrário do que pensavam os darwinistas sociais do século XIX, que somente viam na natureza competição e luta.

Hoje a coisa toda se mostra cada vez mais como concluem Margulis e Sagan (Capra, pág 185): “A vida não se apossa do globo pelo combate, mas sim, pela formação de redes.”

Redes dentro de redes, onde a sinergia se faz simbioticamente pela auto-geração de vida, dando origem a organismos cada vez mais complexos.

Momentos que antecedem aquele em que a Terra toda se unirá em uma rede cósmica, já não então mera simbiose de seus organismos vivos, mas a sinergia verdadeira da consciência de todo um planeta e de sua humanidade, em eubiose com o universo.

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Comentários

Nome: ivana

Comentado em: 21/01/2014 8:11

muito bem explicado, a vida integra-se,interage-se,tranforma-se....micro...macro desvendando-se! o poder Criador manifesto... e Mentes Brilhantes de JHS e seus despertos proficuos semeadores...A LUZ...LUZ!

 

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