Carta Celeste

Grande é aquele que deseja instruir-se; maior o que se instrui; porém muito maior, o que oferece os seus conhecimentos aos demais. - Henrique José de Souza

Artigo de Cor:  Azul e Vermelho Azul e Vermelho
Tópico: Eubiose - Voz do Universo ecoando - Subtópico: Autogerados: Vontade de Deus que se realiza por si mesma

AUTOGERADOS - Introdução

Publicado em 28/12/2009 18:57 e Atualizado em: 28/12/2009 18:57

Vamos agora iniciar um mergulho mais profundo no conhecimento da Ciência das Idades.

O portal que nos vai levar a um novo modo de ver a própria vida, suas origens e sua dinâmica, tem como chave uma expressão clássica do conhecimento oculto: os assim chamados sete “auto-gerados”.

Juntos, vamos iniciar um novo estágio na compreensão destes insights trazidos por este conhecimento milenar. É que, a bem da verdade, a maioria das pessoas que tomam contato com a Ciência Oculta se contentam muitas vezes em apenas memorizar alguns termos “técnicos”, digamos assim, sem buscar se aprofundar no seu sentido real. Não compreendem bem o conceito que está por trás de certas palavras. Ficam só na superfície da opinião (certo ou errado) ou da crença (acredito nisso ou não acredito).

Nós não!

Não vamos nos contentar em simplesmente ouvir e memorizar. Vamos aproveitar juntos a maravilhosa oportunidade que significa entrar no real sentido destas palavras reveladoras, buscar o seu mundo interior, chegar no que está escondido e oculto nelas.

Para isto vamos precisar de todas as ferramentas possíveis. Mente aberta e sem preconceitos em beber da sabedoria expressa na ciência, na filosofia, nas Cartas de JHS e no nosso próprio interior também (por que não?): nas nossas próprias intuições e revelações.

Vamos lá então.

O termo “autogerados” vem do Livro de Dzyan. Foi este livro que a fundadora da Teosofia, Helena Petrovna Blavatsky comentou no primeiro volume de sua “A Doutrina Secreta”. Ela teve em mãos tal livro, que JHS dizia ser o mais antigo do mundo. Veja como ela o descreve:

“Ante os olhos da escritora está um manuscrito arcaico, uma coleção de folhas de palma que se tornaram impermeáveis à água e imunes à ação do fogo e do ar, por algum processo específico e desconhecido.”

Esta “coleção de folhas de palma” foi um dos livros que foram apresentados para Blavatsky quando ela foi estudar nos mosteiros budistas do Tibet, lá pelos idos de 1860...

E, além de muitas outras coisas, naquele livro estava escrita a seguinte frase: “do Uno-Trino nasceram os sete autogerados.”

Como disse, muitos se contentam em simplesmente repetir essa chave mestra do conhecimento secreto, outros acham suficiente explicar “autogerados” pelo simples fato de não terem sido criados por algum pai “humano”.

Mas nós vamos mais longe. E vamos começar nos perguntando: Como pode algo nascer de alguém e de si mesmo, ao mesmo tempo?

Veja bem: se os sete são “autogerados”, quer dizer que eles mesmos se geraram, como pode então, ao mesmo tempo, terem nascidos do Uno-Trino (Deus)?

É exatamente ESTA a chave escondida nesta singela frase. E uma chave, inclusive, que harmoniza as idéias criacionistas de várias religiões, principalmente as cristãs, que acreditam que Deus criou direta e pessoalmente o Universo inteiro, com as ideias científicas em geral, que partem do pressuposto de explicar a origem do universo sem a necessidade de uma intervenção divina, mas pelo simples jogo de forças e leis da matéria.

Por um lado temos o Uno-Trino (Deus) que fez nascer algo. Ou seja, ele criou alguma coisa. Esta é a ideia básica do criacionismo: Foi Deus que criou o universo.

Por outro lado temos que este algo por ele criado é AUTOgerado, foi gerado de si mesmo. Em resumo, é a ideia central da ciência tradicional, buscando nas próprias leis da matéria a força capaz de criar tudo o que existe, incluindo nós aqui da Terra.

O que faz esta frase, de um livro que talvez seja mesmo “o mais antigo do mundo”, é exatamente JUNTAR ESSAS DUAS IDEIAS, dizer que ambas são a mesma e que não há qualquer contradição entre um Deus criador e um Universo autocriado, autogerado, auto-organizado, enfim.

Vamos tentar resolver esse enigma? Para isso teremos que dar três passos:

Primeiro vamos ter que entender o que hoje a ciência diz acerca da incrível capacidade de auto-organização presente na natureza. Isto vai nos “distanciar” de Deus e do criacionismo, porque vai explicar toda a bela ordem natural sem a necessidade de nenhuma intervenção direta de um Deus Criador, ou de qualquer consciência que fique manipulando as coisas.

Depois nós vamos mostrar quantas coisas tiveram que dar certo – milimetricamente – para que estivéssemos aqui hoje escrevendo, lendo e pensando neste assunto. Ou seja, vamos ver que estarmos aqui hoje é fruto de uma improvável combinação de coincidências. Isto vai nos reaproximar de um Deus Criador, manipulando forças físicas de modo preciso para que tudo pudesse existir, incluindo nós.

Mas não vou deixar as coisas tão fáceis não. Já neste segundo passo vou mostrar a você que mesmo assim dá para explicar o universo sem a necessidade de um Deus Criador. Lamento, mas a tarefa não vai ser tão fácil para quem quer apenas respostas simples.

No terceiro passo é que vamos finalmente mostrar como as duas ideias se encaixam completamente, quando então teremos de lhe mostrar como é que nasce a nossa própria consciência, quais os mecanismos que nos permitem pensar, sentir, viver, e nos perceber como pessoas. Neste momento é que vamos ver se Deus é uma simples Lei Universal, ou se ele é um sujeito mesmo, uma “pessoa” capaz de agir no Universo. Ou seja, se existe ou não uma consciência que cria o universo e, se existir mesmo, como ela se relaciona com a sua criação.

Não pense – nem por um minuto – que este é apenas um conhecimento teórico e bobo, sem aplicações práticas, uma filosofia barata, longe da nossa realidade, do nosso dia-a-dia.

Muito ao contrário. Se você for capaz de dar estes três passos, desde já eu aviso: a sua visão de mundo vai mudar completamente. Você não será o mesmo depois de tomar contato com este conhecimento, pois em sua mente já terão sido lançadas as sementes que o levarão direto ao coração da Obra do Eterno na Face da Terra.

Sugestão de roteiro de leitura:

Primeiro Passo:

  1. Auto-organização: ordem da vida que não nasce do controle;
  2. Três exemplos quase "mágicos" de auto-organização;
  3. A descoberta da auto-organização;
  4. A criatividade é a regra na auto-construção da vida, do átomo até você:
    1. Como a vida se auto-organizou do átomo até as primeiras moléculas;
    2. Com a membrana celular, a transição para a vida;
    3. Nosso meio-ambiente: agradeça às bactérias!
    4. Você é feito de SIMBIOSE: a vitória da cooperação sobre a competição;


Segundo Passo:

1)O PRINCÍPIO ANTRÓPICO: Deus voltou à ciência?;

2)A FUNÇÃO DE ONDA DO UNIVERSO (em construção)

Terceiro Passo: (em construção)

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Comentários

Nome: Luiz

Comentado em: 16/03/2013 15:31

Olá pessoal Muito bom este artigo. Mas, e o Terceiro Passo ?, quando será publicado ? Grato

 

Nome: Rita Airam

Comentado em: 25/06/2013 10:42

Olá pessoal, achei muito interessante este artigo e gostaria muito que vocês dessem continuidade ao segundo e ao terceiro passo. Aguardo anciosa. Grata pela atenção.

 

Nome: sonia maria da silva

Comentado em: 07/11/2015 21:48

Oi Gente !!! Muito bom aguardo mais Abraço fraterno.

 

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