Carta Celeste

É dever do discípulo por amor e respeito ao próprio Mestre possuir a maior “vigilância dos sentidos” para não fazer sofrer Aquele que lhe serve de Guia na espinhosa vereda da Iniciação. - Henrique José de Souza

Artigo de Cor:  Azul Azul
Tópico: Eubiose - Voz do Universo ecoando - Subtópico: Raízes filosóficas - Contextualizando

A relação entre Deus e Lei

Publicado em 29/05/2010 11:35 e Atualizado em: 29/05/2010 11:35

Considerando Deus e Lei em suas diferenças e complementariedades, a partir da experiência do corpo físico.

 

O texto abaixo serviu de “gancho” (o texto integral eu apresentei aqui):

 

Também, com isso, constata que a consciência e o mental pertencem ao domínio do acoplamento social e linguístico (MATURANA; VARELA, 2001, p. 257). Não admite, portanto, a existência de um domínio metafísico [como origem da mente ou da consciência], ou mesmo que a linguagem surja de algum fenômeno transcendente ao nosso viver. A linguagem acontece na biologia da nossa corporalidade e das nossas relações.

 

Aqui se trata do mental na forma como ele acontece aos humanos, amplamente enraizado na linguagem e na experiência social. Sempre uma relação de indivíduos, mesmo que seja de uma pessoa consigo mesma.

 

Mas há na consciência e na mente apenas um jogo de relações sobre relações?

 

Observando-se o pensar parece que o momento da linguagem não é o primeiro do processo. E, ao contrário, é limitante. Mas sim: trata-se já de um momento de conexão e de transição para o relacional e por isso mesmo relativo e cultural. Mas a questão é se não há no outro momento mais do que mero “emocionar” ou seja, produto interno de uma estrutura corpórea.

 

Se tomarmos como única estrutura corpórea humana aquela do organismo físico, de fato, não haveria porque cogitar em outra fonte que não emoções, que elas, por sua vez, não teriam nada de absoluto por trás, mas simples deriva ontogênica.

 

Mas se há outras dimensões, e nelas possuirmos outras corporalidades, pode ser que a relação entre uma e outra seja a de um absoluto para um relativo, e assim teríamos outras estruturas gerando também, quem sabe, esse mesmo jogo de emocionar x linguagear. E aí um enraizamento multidimensional que iria até um plano plenamente universal e por isso mesmo absoluto.

 

Mas lembro que a relação entre um e outro planos não é facial e exterior um para o outro, mas sim a de desdobramento e exteriorização, em resumo, de revelação. Isso levando-se também em conta que cada momento/plano novo desse desdobrar-se a si mesmo, transforma toda a estrutura, fazendo-a nova.

 

De tal forma que o interior dos interiores provavelmente é apenas uma Lei, uma lógica, que desdobra-se em consequências relativamente necessárias gerando efetividades reveladoras de si mesma, e que, num certo ponto, no todo orgânico que se forma disso, produz uma coerência que retorna ao centro (produzindo, na verdade, um “centro”), e este centro de coerência absolutamente universal poderíamos chamar Deus.

 

Assim, na origem, uma Lei, no fim, Deus.

 

Só que esse não é um fenômeno linear, mas circular, e levando-se em conta que esse “círculo” não é espacial, mas temporal, e no entanto, no agora, existe em toda a sua extensão, se bem que através dos diversos planos do existir dimensional. Então, no “agora” multidimensional, que é o agora único de Deus, há uma Lei criando os primeiros momentos do Universo e a um só tempo, um alimentando o outro, um Deus como consequente dele. De onde vem essa lógica-Lei original? da coerência-Deus final. Mas de onde vem esse Deus-resultante? da coerência-fruto do desdobrar-se relativamente necessário da Lei, o Universo.

 

O homem, que é esse jogo num momento intermediário, esqueceu-se da Lei e não consegue conceber Deus, razão pela qual é o momento da ilusão e sofrimento da Lei e de Deus. Na sua maior consciência, ainda humana, poderia dizer: "... desta vez que a Lei nos permitiu cumprir o nosso Dever para com Deus." (JHS)

 

 

 

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Comentários

Nome: adalgisa

Comentado em: 27/11/2014 21:24

Penso que na mente há jogo de relações sobre relações.A consciência é. A mente que participa com seus fenômenos e dentro dos sete princípios herméticos realiza as relações. A consciência tem ciência da "consciência" maior. O desafio de estar e ser ao mesmo tempo provoca desníveis que nos posicionam em fenômenos. Por isso penso que "Deus" não é um fim em si. Seriam vários níveis de "Deus"....e algo que "se temos" concebemos como "acima" desses vários níveis de "Deus". "Se somos" não estão acima nem abaixo, nem a direita nem a esquerda... O que É não se confunde com os efeitos dos sete principios de que O Todo é Mente; tem vibração, tem ritmo, tem polaridade, tem correspondência, tem gênero, tem causa e efeito. O Todo é circular em degraus....Sete dimensões, quarenta e nove desdobramentos... Existir seria a procura em manifestar as varias combinações da Lei (7 princípios...)A Lei e seus desdobramentos.... Neste exato momento ouço, pois não tenho escolha, o vizinho "treinando" um ser (uma cadela retirada da mãe, desmamada). Esse ser passa seus dias chorando e criando em si uma profunda solidão, pois fica isolada de sua fonte, desmamada, retirada de sua fonte original e `merce de seres que a encaram como um objeto a ser dado ao ser "filho de humanos" e quando esses seres retornam de "suas atividades" só dizem que ela não deve isso, não deve aquilo. E a pobre chora. Penso: um Ser dotado de astral, de emoção e essa energia que "segundo dizem "deverá se transformar em consciência, manifestará em outro nível o quê... carência, submissão,.... penso o quão distante da Lei estão os ditos "seres de ponta". Capazes de responder faz parte da lei da evolução... O Paraíso é aqui, o melhor da experiência era aqui, é ilusão o que ouço...um Ser que não fez nada para esses seres que compram e dizem estamos treinando para ..... Para onde e para quê ......Envio este e-mail e ela está lá chorando, sofrendo as ações "dos seres de ponta". E está tudo certo.... quanta insanidade....após desconectados da Lei será possível o laboratório realizar a sua verdadeira alquimia....

Reposta

Verdade... são esses mesmos "seres de ponta", ou "de ponto", que ensinam uns aos outros a velha história da solidão, desmamando a nós mesmos humanos das tetas da Deusa Vida, da Deusa Terra, daquilo que tem no viver e morrer sua lógica simples, nosso paraíso tão simples que não precisa de motivos nem de finalidades, apenas beleza: a rara oportunidade de um naco de átomos ter condições de manter-se a si mesmo e ainda olhar para si e dizer que se vê. Obrigado pelo seu comentário!

 

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