Carta Celeste

Trago um novo estado de consciência para o mundo. Não mais admito que se diga “Tive uma idéia” porque no futuro a Idéia será permanente no homem. - Henrique José de Souza

Artigo de Cor:  Vermelho Vermelho
Tópico: Eubiose - Voz do Universo ecoando - Subtópico: Raízes filosóficas - Contextualizando

Espiritualidade Livre, por Gláucio Araújo

Publicado em 18/10/2009 12:29 e Atualizado em: 18/10/2009 12:29

O Gláucio foi o cara que me levou a pensar em uma ENORME quantidade de coisas, e entre as tantas estavam lá os conceitos de Software Livre e sua relação com a Espiritualidade Livre tal qual procuramos hoje vivenciar neste site.

É extremamente enriquecedor ler as muitas reflexões do Gláucio e tudo o que diga respeito ao que ele chamou de Ação Compassiva, no seu site, aqui.

Ao ler um texto que eu havia escrito e lhe mandado por email, o Gláucio me respondeu com as excelentes reflexões que seguem abaixo.

Não poderia deixar de compartilhar este email com todo mundo, já que dizem respeito ao CERNE da proposta principal do site.

Segue seu email:

Fala Alexandre,

Como eu tinha cantado essa bola há 3 anos para vc, aí vão algumas outras reflexões:


1. CONCEITO DE SOFTWARE LIVRE (SEMPRE LUZ)
==========================================

Um software é considerado como livre quando atende a "4 + 1" tipos de liberdade para os usuários do software:

* A liberdade para executar o programa, para qualquer propósito

* A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu próximo;

* A liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades.

* A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie.


* Liberdade requisito: Acesso ao código-fonte (Open Source), regulamentado pelos termos da licença e de acordo com o modo/mídia de distribuição do software, sem o quê, as duas liberdades anteriores seriam impossíveis.

...

A liberdade de executar o programa significa a liberdade para qualquer tipo de pessoa física ou jurídica utilizar o software em qualquer tipo de sistema computacional, para qualquer tipo de trabalho ou atividade, sem que seja necessário atender a alguma restrição imposta pelo fornecedor.

A liberdade de redistribuir deve incluir a possibilidade de se repassar os códigos-fonte bem como, quando possível, os arquivos binários gerados da compilação desses códigos, seja em sua versão original ou modificada. Não é necessária a autorização do autor ou do distribuidor do software para que ele possa ser redistribuído, já que as licenças de software livre assim o permitem.

Para que seja possível estudar ou modificar o software (para uso particular ou para distribuir) é necessário ter acesso ao código-fonte. Por isso a disponibilidade desses arquivos é pré-requisito para a liberdade do software. Cada licença determina como será feito o fornecimento do fonte para distribuições típicas, como é o caso de distribuições em mídia portátil somente com os códigos binários já finalizados (sem o fonte). No caso da licença GPL, a fonte deve ser disponibilizada em local de onde possa ser acessado, ou deve ser entregue ao usuário, se solicitado, sem custos adicionais (exceto transporte e mídia).

Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. *Caso o desenvolvedor do software tenha o poder de revogar a licença, o software não é livre*.

Tais liberdades não fazem referência aos custos envolvidos. É possível que um software-livre não seja gratuito. Quando gratuito, empresas podem explorá-lo comercialmente através do serviço envolvido (principalmente suporte).

A maioria dos softwares livres é licenciada através de uma licença de software livre, como a GNU/GPL, a mais conhecida.


..................


2. ADAPTANDO AO CONCEITO DE "ESPIRITUALIDADE LIVRE"
===================================================

A HUMANIDADE somente estará liberta das trevas da ignorância quando tiver acesso irrestrito a "4 + 1" tipos de liberdades espirituais:

* A liberdade para crescer consciencialmente e sem mestres externos, valendo-se de suas próprias experiências espirituais para qualquer propósito em suas vidas pessoais e/ou em comunidade;

* A liberdade de comunicar e difundir as suas próprias experiências, obtidas de fontes internas (intuição) ou externas (instituições), sempre que isso represente uma chance de ajudar ao seu próximo;

* A liberdade de investigar e estudar como funcionam os processos espirituais e as forças da vida, e utilizar esses conhecimentos no seu dia-a-dia, tendo sempre a felicidade como medida;

* A liberdade de expandir os conhecimentos obtidos por outras fontes espiritualistas ("mestres", escolas espirituais, colégios iniciáticos, etc) com as suas próprias experiências e intuições, e liberar os seus aperfeiçoamentos, se isso tiver uma chance de representar algum benefício à comunidade;

* Liberdade requisito: Acesso irrestrito aos registros escritos e/ou orais (inclusive seus métodos e processos, erros e acertos, etc) dos desbravadores da espiritualidade e da vida anteriores a si mesmo, sem o que, nenhuma das quatro liberdades anteriores seria possível.


...

A "liberdade para crescer consciencialmente e sem mestres externos" significa que todo ser humano pode utilizar seus conhecimentos e dons espirituais, bem como a sua própria natureza investigativa, do modo que bem entender pra qualquer tipo de atividade pessoal ou coletiva, sem a necessidade de atender a qualquer restrição imposta pelo fornecedor/detentor dos meios pelo qual ele tenha alcançado qualquer crescimento.

A "liberdade de comunicar e difundir as suas próprias experiências, obtidas de fontes internas (intuição) ou externas (colégios e sistemas espirituais)" deve incluir a possibilidade de se repassar as fontes do seu conhecimento bem como, quando for o caso, os seus próprios acréscimos vivenciais de tais fontes ou sistemas, sem qualquer necessidade de autorização dos autores ou dos distribuidores.

Para que seja possível estudar e investigar os processos da espiritualidade e da vida (para uso particular ou para distribuir) é indispensável o acesso às fontes de forma não mascarada. Por isso a disponibilidade de registros escritos e/ou orais é um pré-requisito da espiritualidade livre. Cada instituição ou autor tem o direito de determinar como o acesso a estas fontes será feito, dando sempre à humanidade a opção de acessar apenas os "meios" (métodos pelos quais é possível obter algum resultado de acordo com o sistema espiritualista em questão), apenas as fontes, ou ambos, sem custos ou restrições adicionais (exceto custos de, transporte, publicação ou mídia).

Para que essas liberdades sejam reais, elas devem ser irrevogáveis. *Caso o autor, seus discípulos ou instituições formadas ao redor de determinados conhecimentos, tenham o poder de revogar a licença, O SISTEMA ESPIRITUAL NÃO É LIVRE e, por mais eficientes ou verdadeiros que sejam, não representam nenhum valor relevante para a HUMANIDADE*, passando a ser considerada mera distração egóica, exercício de autoridade vazia e alimento para a vaidade, desmerecendo qualquer atenção de qualquer indivíduo empenhado no seu crescimento espiritual.

Tais liberdades não fazem referência aos custos envolvidos. É possível que um sistema espiritualista não seja gratuito. Quando gratuito, instituições ou pessoas físicas podem explorá-lo comercialmente sob a forma de uma prestação de serviço, que consome tempo e recursos diversos, justificando-se assim, qualquer tipo de remuneração (em dinheiro ou não). No entanto, somente serão livres, se, mesmo que cobrando qualquer tipo de remuneração, ainda assim, garantirem à humanidade os seus 4 + 1 direitos acima descritos.

...

Abração!!! :)

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